16/01/2009 20h52
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 Quando emudece um coração
 
Rosa Pena

   
   

  Não me largue, por favor, não me largue. Não se afaste de mim, tenho medo desses lugares incertos e de carinhos vagos. Não me trate como uma música que só é importante na estréia, depois fica de lado, por vezes lembrada com uma certa melancolia do tempo em que a fez. Sim, sou composição sua, mas um pouquinho mais que um dó ré mi. Nada substitui seu corpo de mãe perto do meu. Não perca a luz crescente de meus olhos, minha fala inocente, meu sorriso principiante. Não me perca de vez, por favor, não perca a minha infância. Não permita que eu me desprenda tanto do sentimento filial que seu nome seja um silêncio triste em minha boca, que meu coração esqueça que cresci com o leite que me ofereceu quando nasci. Sou tão criança para virar órfão de mãe viva.

  Por que arruinou tanto a nossa relação, a ponto de nos encontrarmos apenas numa minissérie onde eu miseravelmente tenho apenas uma pequena participação como ator? Sirvo somente para ilustrar o tamanho do seu egoísmo. Maior do que ele apenas o seu talento como cantora. Era grande, apesar de você ter feito dele um tormento  e eu, coitado de mim, virei diretor desse e da sua falta de amor com outro que não fosse seu próprio umbigo. Obra prima ou castigo fiz eu comigo?

Publicado por Rosa Pena em 16/01/2009 às 20h52
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23/12/2008 17h07
Feliz 2009
  Que & Porque! 

Rosa Pena


Que você ganhe a lua!
Minguante de tristeza
Crescente de carinho
Cheia de amor
Nova de esperança.

Que venha muitíssimo mais!

Que a saúde seja a bonança.
Doença coisa que nunca alcança.

Que na peneira
do seu garimpo
a paz seja a pedra
de maior valor.

Imite seu criador.

Que perdoe a asneira
do seu maluco beleza
e não passe a limpo
seus momentos de dor.

Que ao se mirar nua
o espelho grite:
- Você ainda bate um bolão!
De senha aos marmanjos na rua.
Esnobe até o Brad Pitt...

Que 2009
seja abundante
em love.  


A felicidade escolheu você.
Por que?
Ela tem um quê
de intuição! 



 

Publicado por Rosa Pena em 23/12/2008 às 17h07
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12/12/2008 13h19
Natal....


Porre de paz  
Rosa Pena 


 


Voltando no tempo vem à lembrança dos antigos Natais. Havia somente frango vivo até a véspera da ceia, peru era coisa de rico. O negócio era criar o bicho para o Natal.
 
 Rezava a tradição que dando um copo de cachaça ao penoso, antes de matá-lo, a carne ficava mais macia. Virada de ano: Criança dormia enquanto o pai virava o copo. Papai Noel só chegava dia vinte e cinco e trazia um presente para cada pessoa. Atualmente a gurizada, de classe privilegiada, ganha tudo tão fácil e em qualquer dia. Não precisa fazer por merecer.

Nestes dias de final de ano, para se livrar da culpa, aparecem tantas as campanhas para presentear os mais carentes com pelo menos uma refeição digna, como se uma ceia no final do ano matasse a fome de doze meses! Até ficamos mais sensíveis, o sorriso mais fácil, o aperto de mão bem caloroso, menos resistência com aquele menino que vende balas no sinal, todo mundo se abraça e clama por serenidade, fraternidade.

 
Talvez este clima de fim de novela, luzes, cores, som, funcione como a cachaça. Deixa o coração mais macio, a alma mais tenra, quase Sadia!

Então porque não permitimos a nós próprios, que este porre dure pelos próximos 364 dias?


Não fale somente de Paz. Pratique-a no dia-a-dia se for capaz. Afinal, somos ou não somos iguais também em janeiro, fevereiro, março...



*
A paz é invisível
A gente apenas sente,
mas fica um bocado contente.
 
Rosa Pena


 

arte Simone CZ.


Publicado por Rosa Pena em 12/12/2008 às 13h19
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25/11/2008 15h44
Por que?
Porque amar é muito bom!
Rosa Pena

 
 
 
 
Não, não é muito complicado entender porque escrevo tanto sobre amor. Fácil, facílimo mesmo. Ele  é tão bonito, o único que não tem defeito por mais imperfeito que seja.
É o cara mais extraordinário desse mundo, que dança com a gente quando estamos tomando chá de cadeira, que canta melhor que qualquer Frank, seja debaixo do chuveiro ou no meio da reunião que define o destino de alguma gestão, que sofre de insônia para poder criar nossos sonhos, que vira sol para acariciar nosso rosto, que conversa alto com as estrelas, suspira safado para as paredes, brinca de esconde como qualquer criança, não tem um tico de medo de pagar algum mico. Difícil de se encontrar, fácil de se perder, mas vira sempre poema em qualquer conjuntura.
É flor que transpira o perfume que nos abraça. Com ele qualquer piada tem graça!
Sentimento que bate um bolão,  nem precisa de taça pra ser campeão.
 
julho de 2006

Publicado por Rosa Pena em 25/11/2008 às 15h44
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23/11/2008 14h39
um presente lindo da Cissa

Em busca do sol
 
   Cissa de Oliveira
     
   
Para a Rosa Pena

           

   
Há de ser um poema alegre.
    Por mais que a música de fundo
    seja tão melancólica
    quanto o dedilhar de um piano 
    pela madrugada
    em busca do sol.

     
    Há de ser um poema 
    destes que mancham as paisagens
    com a sombra viva dos pássaros
    que habitam o coração dos poetas.

   
    Um poema sentido que espelhasse
    a alma da Rosa
    e a planura misteriosa
    dos versos quando insistem
    por causa dela.

     
    Cissa de Oliveira

     23.11.08


Publicado por Rosa Pena em 23/11/2008 às 14h39
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